O problema do passo
A Carretera Austral pode ser cruzada desde a Argentina por vários passos. Testamos quatro. Cardenal Samoré nos deixava longe do trecho mais forte. Coyhaique Alto era curto demais e quebrava o ritmo do primeiro dia. Roballos somava quilômetros sem paisagem suficiente. Futaleufú ficou: curto, cênico e conectado direto com Puyuhuapi.
As alternativas que testamos
Testamos fechar a viagem em Caleta Tortel. Lugar lindo, longe demais para voltar à Argentina sem mandar a moto de avião. Deixamos como destino opcional para pilotos com tempo extra.
Também testamos incluir o ferry a Chaitén para reduzir a quantidade de ripio. O ferry não respeita o ritmo do grupo e consumia um dia inteiro. Cortamos: se viemos pela Austral, viemos pelo ripio.
O Parque Nacional Los Alerces no primeiro dia quase ficou fora pela exigência. Na primeira vez levou doze horas porque paramos demais. Hoje o dia corre com paradas medidas e chega a Trevelin com sol.
O que ficou
Sete dias, 2321 km, 45% ripio. Bariloche a Trevelin no primeiro dia, com desvio por Cholila e Los Alerces. Travessia ao Chile por Futaleufú no segundo. Puyuhuapi, Puerto Cisnes e o coração da Carretera Austral nos três dias seguintes. Volta pelo sul com os lagos patagônicos para fechar.
Três viagens de exploração. Uma temporada de teste. A rota que vendemos hoje aguentou o ripio profundo, os dias longos e os passos que testamos e descartamos.
Fica o que sustenta a viagem.






